O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado. (Albert Einstein)

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Nos mesmos moldes em que escrevemos sobre Vila Velha, acompanhamos as eleições municipais em Cariacica (ES). Os dias passam e elas se aproximam. Os partidos políticos em descrédito diante de eleitores escaldados com tantas denúncias de corrupção que abalam a República. O clima de turbulência nacional continua e aumentam as possibilidades da presidente Dilma Rousseff (PT|) sofrer o impeachment pelo Congresso Nacional ou de cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral de chapa em que concorreu nas eleições presidenciais com o vice Michel Temer (PMDB). Tudo isso repercute nos municípios.

Dentro desse quadro estranho onde muito cenário pode ser traçado, a empresa de pesquisa Futura colocou seus pesquisadores em campo para buscar um diagnóstico eleitoral no município de Cariacica, na série “Avaliação de Gestão”, de A Gazeta, conforme matéria do último dia 27. Um dado preocupante para o atual prefeito, embora tenha afirmado estar fixado no resultado da menção espontânea, que o coloca dentro da margem de erro: 72% dos moradores pesquisados acham que o prefeito Juninho (PPS) não está cumprindo suas metas. É de conhecimento amplo que em 2012 o atual prefeito se elegeu fazendo severas críticas à administração de Hélder Salomão (PT), embora fosse vice-prefeito, se comprometendo ainda a investigar negócios e contratos firmados pelo município, dos quais suspeitava. A população acreditou e o elegeu. Naquela ocasião, o carioca e ex-jogador de futebol profissional, alcançou o fantástico resultado de 85,43% dos votos válidos, de 153.241 eleitores.

Nas intenções estimuladas para prefeito de Cariacica nas eleições 2016: Hélder (PT) 31,9%, Marcelo (PMDB) 19,5%, Juninho (PPS) 13,5%. Marcos (Rede) 4,7%, Adilson Avelina (PSD) 2%, Messias (PT do B) 1,5% e Aridelson Bianchi, 0,7%. Muitos números e tabelas. Com partidos políticos inorgânicos e sem formação de quadros para oxigenação política, as antigas lideranças conhecidas, aparecem aos entrevistados com números compreensíveis. Resta aos eleitores, na medida em que as eleições se aproximam estudar os candidatos, sua biografia, ler nas entrelinhas, para não comprar gato por lebre, ou seja, ver o invisível, ouvir o inaudível e fazer o impossível.

Nas espontâneas, o ex-prefeito Hélder (PT) é o mais lembrado, com 10,7%. Juninho (PPS), atual prefeito, fica com 6,5%. Marcelo (PMDB) 4,5%, Avelina (PSD) e Sandro Locutor, 0,2%, cada. O índice de eleitores que não sabem ou não quiseram responder atingiu 60,8%, com 13,7% acenando com voto em branco ou nulo. A pesquisa informou ter ouvido 401 eleitores. A amostragem está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o n° ES 01229/2016, com entrevistas realizadas entre 15 a 18 de março. Logo, nesse cenário de “vaca não conhecer o bezerro”, tudo pode acontecer ou não acontecer nada, com a inclusão de nomes e desistências de última hora, podendo a primeira hipótese – tudo pode acontecer – ser mais factível. Não é sem razão que a Futura, mantém o limite da margem de erro de 4,9% para mais ou para menos.

Gilberto Clementino
Análise política

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