Operação Lava a Jato – Cunha teria empresas de fachada

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Banco suíço onde o presidente da Câmara teria R$ 20 milhões apontou irregularidade, e autoridades na Europa abriram ação criminal.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu empresas de fachada em paraísos fiscais afim de esconder seu nome nas contas registradas na Suíça, segundo informação do Ministério Público suíço.

A Suíça já congelou cerca de US$ 5 milhões (R$ 20 milhões) em quatro contas cujos beneficiários são Cunha e seus parentes. Auditoria do banco, cujo nome não foi divulgado, emitiu o informe que levou à abertura da ação criminal contra Cunha por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Segundo fontes ouvidas pela Folha de São Paulo, Cunha abriu empresas de fachada em paraísos fiscais que seriam titulares das quatro contas citadas, onde seu nome apareceria como um “beneficiário”.

Segundo investigadores suíços, essa manobra é usada por quem tenta esconder algo, seja da Justiça ou de alguém no exterior. A auditoria do banco suíço ainda encontrou discrepâncias entre a renda do declarada deputado e os valores transferidos. Além disso, boa parte dos depósitos vinham de contas que já estavam sendo investigadas.

Negando possuir contas no exterior, Cunha atacou o governo petista, acusando as denuncias a seu respeito de serem “seletivas”.

“Causa muita estranheza a divulgação seletiva de notícias visando unicamente constranger o presidente da Câmara”, disse Cunha, que a amigos já teria dito: “Não caio antes dela”, ao referir-se à presidente Dilma.

Cunha, que não se explicou sobre as acusações, diz agora que o assunto só será comentado por seu advogado, Antonio Fernando de Souza, que também se nega a falar sobre as contas secretas.

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