Agentes Federais: racionalizar gastos, eliminar burocracia e formar a carreira única.

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É preciso trabalhar e vejo que não se fala quase senão em política que é as mais das vezes guerra entre interesses individuais. (D. Pedro II)

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É preciso estar atento quando se fala em sacrifícios e ajustes para atingir a chamada meta fiscal. É preciso que a população observe e reflita sobre comportamentos historicamente condenáveis como “farinha pouca no meu pirão primeiro” ou ao chamado “cabo de guerra”, que toda criança conhece em suas atividades lúdicas, mas que adultos insistem em utilizar para defesa de interesses menores e impatrióticos. Dizia o soberano Dom Pedro II: “É preciso trabalhar e vejo que não se fala quase senão em política que é as mais das vezes guerra entre interesses individuais”.   A busca, em momentos de sacrifícios coletivos, deve ser clara: “assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”. É o que os brasileiros fizeram constar no preâmbulo de sua Constituição Federal.

Entretanto, a história do país e da humanidade foi sempre assim, o bem e o mal, esquerda e direita (quando muito, centro), como equipes que competem entre si em um teste de força, “puxando a farinha para o seu pirão” ou “a corda para o seu lado no cabo de guerra”, cada qual com mais empenho e nem sempre com um dos lados jogando limpo.  Entretanto, para a conquista do Estado Democrático de Direito, para a democracia verdadeira, é preciso e inexorável que o bem vença e vença com “vários corpos de vantagem”.

É o que acontece? Ao brasileiro se exige mais e mais sacrifícios, para um ajuste fiscal que reequilibre as contas da União, principalmente, produto de uma gestão ineficaz, desastrosa, incompetente, que levou ao ralo o Plano Real. É preciso que se restaure a confiança nacional, em primeiro plano, e internacional. Tudo de escabroso que poderia acontecer aconteceu e continua acontecendo e, segundo Percival Puggina, em Tribuna da Internet, sobre a afirmação reiterada de que “está tudo sob controle, a democracia consolidada e as instituições funcionando” em sua análise repleta de humor, embora o tema seja sério: “Sim, sim, claro. E eu quero saber onde caiu a minha chupeta que está na hora de nanar”. Mas, não é verdade? Ele tem toda razão, “a frase vem sendo pronunciada por muita boca bem falante e mal pensante”.

Em meio a tudo isso, vira e mexe os brasileiros deparam com comportamentos estranho de instituições e de diversos atores que as representam. Certo é que a máquina estatal anda e as manifestações mesmo estapafúrdias são prova, todavia, anda “como um Frankenstein, com muitos parafusos soltos e alguns razoavelmente ajustados”. Portanto, muita gente falando bobagem e se candidatando a porta-voz de algum segmento político ou fazendo política do caos. É possível que, mais uma vez, a oportunidade esteja batendo à porta do país, para uma saída que devolva a confiança e credibilidade, mas que sobretudo, recupere a capacidade para pensar, democrática e patrioticamente no país, sem ações que busquem corporativismos, estrelismos, interesses individuais de pessoas e categorias, distantes do bem da sociedade. E nesse caso, quando os policiais federais realizam suas bombásticas operações, resgatam e despertam sentimentos de amor ao país, acendem uma centelha de esperança que ilumina cada cidadão. São importantes investigações levadas à efeito, por exemplo, no caso da investigação do filho do ministro Aroldo Cedraz do Tribunal de Constas da União, advogado Tiago Cedraz, pela venda de informações privilegiadas do TCU a Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, como denuncia a coluna de Cláudio Humberto, dentre tantas outras quase todo dia.

E diante de um “cabo de guerra” os olhos de brasileiros “brilham” quando a polícia federal, o ministério público, a justiça, avançam em defesa dos valores morais do país, resgatam a ética, o patriotismo, a honestidade, a confiança, prendendo bandidos que corromperam ou se deixaram corromper, para dilapidar os cofres da nação, esvaziando recursos que iriam para a saúde, educação, segurança, inovação, ciência, tecnologia. Temos, sempre, as exceções, ainda bem, nas pessoas físicas e jurídicas. Em contraponto, um bom exemplo aparece e recebe espaço na mídia: o pronunciamento da Federação Nacional dos Policiais Federais, conhecida pela sigla Fenapef, entidade que representa em torno de 15 mil associados da corporação, em nota, divulgou que o corte de R$ 133 milhões no orçamento da Polícia Federal para o ano de 2016, que está sendo muito condenado, pode ser administrado internamente com medidas de gestão, como “racionalização de gastos” e “eliminação da burocracia”.

A afirmação é muito importante. Trocando em miúdos: é possível fazer mais com menos e priorizar o que deve ter prioridade. É preciso respeitar o interesse público, entender o momento de dificuldades do país.   Basicamente, a Federação dos Policiais Federais, se manifestou de modo positivo sobre o corte no orçamento da PF que ocorreu em dezembro, quando o Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2016. Para o presidente da federação, não é necessária a autonomia financeira e orçamentária da Polícia Federal, defendida por outra entidade de classe, para manter a efetividade das operações federais, mas sim a racionalização de gastos e a eliminação da enorme burocracia. Somou as observações o item “carreira única”, conforme consta no artigo 144, parágrafo primeiro, da Constituição Federal onde consta: “A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira (…)”. E não pediu nada, apenas lembrou o que está na Constituição Federal. De novo, uma manifestação importante para os brasileiros, o que gera mais confiança. A racionalização de gastos e eliminação da burocracia são ações que podem ajudar toda a estrutura da máquina administrativa, municipal, estadual ou federal, para a conquista de um bem maior: a estabilidade da economia para a prosperidade nacional. Como sempre a sociedade brasileira agradece.

Gilberto Clementino dos Santos
Análise Política
Crédito vídeo: vídeo motivacional concurso – www.youtube.com/pfnatela

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