Dengue no ES: 2 mil casos por semana fazem do estado o terceiro colocado no ranking nacional de incidência da doença

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A cada semana, dois mil casos de dengue são registrados no Espírito Santo, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Apesar deste número alarmante de casos da doença, que tem deixado médicos e autoridades em alerta, mas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) afirma que não há um motivo em especial para justificar o grande crescimento no estado.

Números do Ministério da Saúde apontam que o estado já ocupa a terceira colocação no ranking nacional de incidência de casos de dengue. Neste ano, o Espírito Santo já registrou 10.718 casos de dengue. De acordo com o infectologista Lauro Ferreira da Silva Pinto, é notório nos consultórios o aumento de atendimentos a pacientes com dengue.

Além de combater a criação de focos do Aedes aegypti, a orientação do médico é a hidratação constante, principalmente após o diagnóstico.

Para os próximos dias, o Espírito Santo aguarda a chegada do ‘kit dengue’, que faz exames rápidos para detectar a doença. A entrega está atrasada desde setembro de 2015 por parte do Ministério da Saúde.

Há mais de quatro meses, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) não recebe os kits de sorologia usados em exames de detecção de dengue. O atraso do Ministério da Saúde na entrega dos testes também tem ocorrido em outros estados. A “solução” no Espírito Santo tem sido contingenciar os exames, priorizando casos mais graves. O infectologista Lauro Ferreira Pinto lembra que a dengue ainda é uma doença perigosa, que pode levar à morte. Portanto, o atraso na confirmação pode prejudicar o tratamento, principalmente porque os sintomas da doença são semelhantes aos da zika e da chikungunya, que são doenças novas.

Com isso, mais uma vez a população se vê prejudicada, desta vez,  pela falta dos exames para detectar a doença, o que dificulta os diagnósticos e pode ocasionar maior sofrimento para as vítimas da doença, pela imprecisão dos diagnósticos.

Procurada pela nossa redação, a Assessoria de Comunicação da SESA não se pronunciou sobre o assunto. Seguimos aguardando posicionamentos.

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