Jornalista morre no Rio de Janeiro. Culpa do Waze, ou da falta de sinalização e segurança?

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A morte da jornalista Regina Múrmura, baleada por traficantes ao entrar por engano com seu marido, o empresário Francisco Múrmura, na favela do Caramujo, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, repercutiu na imprensa internacional.

O casal que se dirigia a um novo restaurante para o jantar errou o caminho após ligar o aplicativo Waze, por insistência de Regina, que gostava muito da tecnologia. Mas um erro de endereçamento no app levou o casal a um destino desconhecido de ambos, que se depararam com um grupo de traficantes armados em uma rua na favela do Caramujo.

Num momento de desespero, Francisco arrancou com carro para fugir do local ao ver as armas nas mãos dos traficantes que atiraram pensando se tratar de policiais, segundo o relato do empresário em entrevista ao vivo ao programa de TV de Ana Maria Braga. Com o incidente, o casal viveu momentos de terror, sendo ajudado por duas moças não identificadas que estavam num ponto de ônibus e se dispuseram a ajudá-los na busca de um hospital. Infelizmente, Regina que já estava baleada, veio a óbito no hospital, onde nem mesmo o marido sabia que ela havia sido baleada, pois pensava que ela havia sofrido um mal súbito pelo incidente, mas os médicos somente identificaram a verdadeira causa da morte após o atendimento no hospital.

Em nota, a Waze se pronunciou:

Ficamos muito tristes com este incidente e damos nossos pêsames à família da Sra. Regina Múrmura. A segurança do usuário é da maior importância para o Waze. Infelizmente, é difícil impedir que motoristas naveguem para uma região perigosa se este é o destino selecionado pois pessoas que moram nestas áreas precisam chegar em casa.

Quando o governo de qualquer país ou cidade proíbe os habitantes de passarem por um determinado bairro ou região, nós atualizamos o mapa do Waze. No Brasil, líderes do Waze se reunirão pessoalmente esta semana com nossos parceiros no Centro de Operações do Rio (COR) para entender o que a cidade está fazendo a fim de lidar com os riscos de dirigir no Rio de Janeiro. Além disto, temos um relacionamento de longo prazo com  nossos editores de mapas no Brasil que nos ajudam a entender o ambiente local para motoristas. Esperamos obter cada vez mais conhecimento que possamos aplicar como parceiros na identificação de rotas que tem maior risco, e ao mesmo tempo manter o serviço aberto a todos. 

Obrigada Waze”

Diante da situação, fica a reflexão. Podemos atribuir ao aplicativo a culpa do ocorrido? Ou à falta de segurança em nosso país? Vivemos num ambiente de falta de segurança total, sem policiamento eficaz, ruas mal sinalizadas, sociedade marginalizada e em meio a tudo isso mais uma vítima.

É claro que houve erro no aplicativo e a morte de Regina poderia ser evitada caso este erro não acontecesse, mas ao mesmo tempo, se houvesse policiamento e políticas públicas eficazes, este local onde tudo ocorreu poderia ser uma via segura para as pessoas, e em lugar de traficantes, poderia abrigar pessoas de bem. Isso nos mostra que já passou da hora de nossas autoridades e governos atentarem para o rumo que a sociedade brasileira está tomando por falta de políticas e leis eficazes.

É importante ressaltar ainda a necessidade de se redobrar a atenção ao sair de casa para qualquer atividade, e não confiar nas informações fornecidas por aplicativos ou sites da web. Muitos incidentes como este poderiam ser evitados se o casal se informasse melhor sobre a localização do restaurante ao invés de confiar nas informações do Waze.

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