Luciano não “muda Vitória”, mas também não piora.

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Devemos prometer somente o que podemos entregar e entregar mais do que prometemos. (Jean Rozwadowski)

GIL

Em matéria recente escrevemos sobre prefeito, governador, política administrativa de Vitória e do Espírito Santo e seus reflexos para a população. Lembramos o provérbio português que cai bem na situação em que se encontra a capital do Espírito Santo, em termos de gestão administrativa. “Quando o mar briga com o rochedo, quem sofre é o marisco”. Em entrevista à rádio local, o prefeito Luciano Rezende (PPS) confirma o provérbio, diante de dados que considera sem confiabilidade e que são resultado de pesquisa realizada pelo Instituto Futura. De fato, lembrou que na última eleição, resultados da Futura não previam sua vitória, acrescentando que a margem de erro, de cinco pontos percentuais para mais ou para menos, poderia resultar numa variação de até 10% nos resultados. Realmente, o número de ótimo, bom e regular, coletado pelo Instituto Futura são indicações muito positivas para a gestão Luciano Rezende. Conclusão: Luciano não “muda Vitória”, mas também não piora.

Por que falamos em briga do mar com o rochedo e o sofrimento do marisco? Simples, óbvio, ululante, ou seja, uma verdade que grita. Estamos numa triste realidade da administração pública brasileira, principalmente, das administrações municipais. Prefeitos sofrem nos 5.570 municípios, afinal é no município que tudo acontece e onde os recursos são insuficientes, repasses estaduais e federais chegam atrasados ou não chegam. O Espírito Santo não foge à regra. E voltamos à tecla, apesar de ser importante vitrine política no Estado, Vitória é a segunda, não a primeira, que é reservada ao Governo do Estado, portanto, ao governador Paulo Hartung (PMDB), naturalmente, a principal vitrine política da terra capixaba. Tudo intrinsecamente relacionado com força política e econômica, numa relação de dependência que, dependendo do humor da vitrine mais forte, atrapalha ou acelera andamento de projetos urgentes e necessários. No caso da celeridade, partindo do princípio e acreditando que, a busca de um ou  do outro, ou dos dois, seja pela legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, princípios que norteiam o interesse público. Inexistindo ou não os princípios relacionados, para quase tudo se tem que “pedir licença” para cumprir agendas com as quais promessas foram firmadas.

O que fazer quando existe uma “briga” entre o mar e o rochedo? Aparentemente, nada. Apenas o tempo, o calendário eleitoral. Lógico, quem sofre é o marisco, no caso específico, a população. Portanto, embora os problemas da mobilidade urbana, da poluição do ar, dentre outros tantos, da cidade de Vitória se agravem, não haverá solução a curto nem médio prazo, com tudo ficando o mais do mesmo. A população? Em tempos de dificuldade econômica no país, “farinha pouca no meu pirão primeiro”, o que, por hipótese, deve estar pensando o mar e, do outro lado, o rochedo. Todavia, quem sofre é o marisco. E nada disso, sinceramente, diz respeito ao interesse público.

Gilberto Clementino
Análise política

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