Enquanto as tecnologias imersivas se tornam mais acessíveis, os ambientes virtuais se tornam cotidianos nas empresas e indústrias

Entre setembro e outubro de 2023, Mark Zuckerberg anunciou que a Meta estria focada no lançamento de dois novos produtos: os óculos de inteligência artificial em parceria com a Ray-Ban e uma nova versão de capacete de realidade virtual, confortável, prática e acessível. Em ambos os casos, a tecnologia deve aprimorar as experiências imersivas em ambientes metaversos.

Os óculos menores e mais leves, serão dotados de assistentes virtuais com transmissão em tempo real de tudo o que o usuário vê, misturando a realidade com os recursos digitais. Já os headsets, mais completos para olhos e ouvidos, são mais específicos para a imersão nos ambientes virtuais. Com ambos mais acessíveis, é provável que mais pessoas comecem a utilizar cotidianamente.

De acordo com pesquisa realizada pela Nokia e pela Ernst & Young (EY), 58% das mais de 800 empresas entrevistadas já usam o Metaverso nos negócios de forma efetiva. Só no Brasil, a quantidade de companhias que aderiram – ou ao menos já implementaram um programa-piloto – é em torno de 63%.

Como todos esses negócios estão aplicando o Metaverso? Utilizando soluções de comunicação e colaboração, como ambientes de escritórios virtuais ou criação de avatares para os colaboradores.

Isso pode acontecer em reuniões, treinamentos e até entrevistas, principalmente como forma de aprimorar a interatividade remota.

Já nas indústrias há forte colaboração entre atuações físicas e digitais. Ambientes que existem presencialmente podem ser representados virtualmente para treinamento antes de trabalhar na prática.

Isso também serve para testar processos de forma segura, simulando a movimentação que deveria acontecer na realidade, garantindo maior segurança antes da utilização real de novos produtos e dispositivos.

“É preciso lembrar que o metaverso é uma fusão de realidade virtual, ou da realidade aumentada, com a internet. Todas essas ferramentas são úteis de diversas maneiras e a integração nada mais é do que um espaço coletivo e virtual que pode servir para um universo de finalidades a partir do uso dinâmico dessas tecnologias”,  comenta Rodolfo Brizoti, Sócio e Head de Criação, Planejamento e Content da agência de live marketing EAÍ?! Content Experience. 

O profissional afirma que a pesquisa da Nokia é uma prova de como o mercado está avançando, mesmo quando a população não vê os bastidores, já que nem todas tecnologias são pensadas para os consumidores finais. Mas esse cenário está mudando à medida que o assunto vem a tona em filmes, noticiários e enfoques na mídia.

Realidade híbrida

Já pensou em poder entrar na sua próxima casa antes mesmo de ela estar pronta? Fazer alterações estruturais, como janelas para esta ou aquela paisagem, tamanho dos cômodos ou posicionamento dos móveis?

Com a evolução da engenharia virtual, já é possível visitar o projeto da casa dos sonhos antes mesmo de comprar o terreno. Ou, na arquitetura virtual, mobiliar o imóvel de formas diferentes antes de decidir por um estilo.

“O metaverso pode ser muito útil para todo tipo de testagem, inclusive com a ajuda da inteligência artificial, para descobrir possíveis problemas ou benefícios de determinado produto ou processo”, comenta Paulo Farnese, CEO e fundador da Agência EAÍ?!.. “É similar ao que é oferecido aos consumidores em showrooms virtuais: uma chance de descobrir como algo vai funcionar ou qual aparência terá antes de ir para o mundo real.”

Inclusive, a simulação dos cenários da indústria cinematográfica está cada vez mais sofisticada. Estamos chegando ao momento em que assistir um filme poderá significar participar dele de forma virtual.

E todas essas tendências também podem se desdobrar em mais utilizações e novidades. E o ponto central de tudo isso é o Metaverso, mas as visões de cada área e cada empresa não precisam se limitar a uma só tecnologia por vez. “Há muito o que descobrir dentro dos ambientes virtuais e fora deles, seja de maneira integrada ou completamente imersa”, conclui o CEO.

Inteligência Artificial nos Negócios

Se você gostou da ideia e deseja automatizar os seus negócios com a ajuda das IAs, fale com um especialista em Data Science da ISP Tecnologia, ou experimente conhecer os roteiros de formação da Academia da Web para Especialistas em Inteligência Artificial. De uma ou outra forma, esta é uma janela de oportunidade que poderá revolucionar a sua carreira profissional.

Por Mauricio de Araujo,
Para a redação de Rede Mídia Livre de Notícias

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