O “C” do conhecimento, o “H” da habilidade e o “A” da atitude

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Cumpridas as estratégias que dão aplicabilidade ao trinômio Conhecimento – Habilidade ­- Atitude restará esperar pela análise e avaliação da sociedade, que certamente sentirá uma enorme diferença

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Avança a convicção de que educação e segurança possuem estreita relação. É uma constatação importante resultado de experiências positivas em alguns países que produzem diagnósticos confiáveis. Todos quantos sofrem com o aumento da criminalidade e violência diária, admitem educação e segurança como ponto fundamental na construção de políticas públicas para enfrentamento da difícil situação. Tudo, sem descuidar das cautelas habituais, quer seja no que se refere ao ensino, quer seja no que se refere às terceirizações.

Se construir ação estratégica é o que pretendemos, fica clara a percepção de que, também no planejamento, meios devem ser alocados aos policiais para que possam decidir, em tempo hábil, alicerçados, sempre, em conhecimentos. Nesse particular, muito se ouve falar, principalmente em época de eleição, sobre segurança pública. Os candidatos, auxiliados por assessores “bem intencionados”, se esforçam para passar suas mensagens, muitas delas contendo “fórmulas mágicas” e “soluções” impossíveis.

Uns, querem aumento em efetivo, outros aumento em salários, e ainda, aqueles que acreditam na criação de outras categorias funcionais. Todas são propostas que merecem consideração e respeito. E assim são não porque atacam o problema em sua origem, mas pelo simples fato de que se busca a segurança do cidadão. Sabemos que é preciso educar, dotar o homem-­polícia de uma bagagem cognitiva que acompanhe suas ações, numa estratégia de transversalidade e intersetorialidade nas estruturas administrativas, que trabalham a gestão de políticas na segurança, fazendo prevenção, combate e procurando a diminuição do chamado risco social.

Não podemos desconhecer que passa, também, pela revisão dos sistemas de aposentadorias com legislação de integralidade e paridade salarial. Mas o campo da política de segurança pública requer algo mais profundo, em paralelo e indispensavelmente, ou seja, a construção de um homem-­polícia contemplado pelos conhecimentos (conteúdos) necessários ao desempenho de suas funções e habilidades para a execução de ações com preparo técnico exigível e compatível com os avanços da inovação, tecnologia e ciência. Por isso, vira e mexe, voltamos com o tema prático do trinômio conhecimento habilidadeatitude.

Por meio da educação podemos afirmar que a segurança pública precisa de “CHA”. Isso mesmo, sem acento gráfico. Não se tratando de infusão medicinal, mas de remédio para a saúde social. O C­H­A, vamos dizer assim, da metodologia de classificação dos procedimentos de ensino. O “C” do conhecimento; o “H” da habilidade e o “A” da atitude. Com certeza, anos e anos trabalhando inúmeras ações no combate ao crime, chegamos a uma óbvia conclusão: é urgente a necessidade de dotar os profissionais de segurança pública do “C” do conhecimento (conteúdo cognitivo) referente ao objeto de nossas ações; do “H” da habilidade, que é o saber fazer (utilizar-se daqueles conhecimentos para um melhor desempenho) e; do “A” da atitude, que finalmente, é a vontade para colocar em prática o que foi ensinado e aprendeu a fazer.

Os setores de ensino de nossas academias policiais devem estar sintonizados com essas estratégias de modo obstinado. Talvez esse seja o ingrediente que tem feito do Departamento de Polícia Federal uma instituição que detém altos índices de credibilidade. Faz tempo, a Academia Nacional de Polícia deixou a cultura do “achismo” de lado e aderiu com determinação à busca pelo conhecimento, a habilidade e a atitude. Uma escola superior de polícia.

O trinômio é inseparável, para não prejudicar o resultado. Inútil abastecer o homem­-polícia de conhecimentos, treiná­-lo nas mais modernas técnicas, se não formos capazes de despertar, mesmo que inicialmente tímida, a atitude. É ela, literalmente, que coroa todo o esforço da cognição e treinamento em habilidades. De nada adianta, em nenhuma órbita do processo dotar o homem­-polícia de informações e técnicas, se débeis em respostas aos estímulos que esperam sua ação imediata e dentro das cautelas legais. A importância da educação aliada a vários setores de nossa vida salta aos olhos. Está em jogo para os operadores – gestores ­ da segurança pública – a vida das pessoas, o exercício da cidadania, o respeito aos direitos individuais e coletivos. Cumpridas as estratégias que dão aplicabilidade ao trinômio Conhecimento – Habilidade ­- Atitude restará esperar pela análise e avaliação da sociedade, que certamente sentirá uma enorme diferença.

 

Gilberto Clementino dos Santos

Análise política

Crédito imagem: internet

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