Atento à situação do rompimento da barragem de rejeito de minério da empresa Samarco em Mariana, Minas Gerais, e os impactos que possam atingir os municípios capixabas de Baixo GuanduLinhares e Colatina, o governador Paulo Hartung convocou uma reunião extraordinária, na manhã deste sábado (07), na residência oficial, na Praia da Costa, Vila Velha, para traçar um plano de trabalho e mitigar os efeitos da enchente de lama que atingiu o Rio Doce. 
Por determinação do governador, segue na tarde deste sábado, para Colatina, uma delegação composta pelo chefe de Gabinete do Governador, Neivaldo Bragato; pelo secretário de Saneamento,Habitação e Desenvolvimento Urbano, João Coser; pelo diretor da Agência Estadual de Recursos Hídricos, Robson Monteiro; pelo coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Fabiano Bonno; pelo diretor de Operações do Interior da Cesan, Carlos Fernando Martinelli; e pelo gestor executivo da EDP Escelsa, Hudson Indrigo, onde fará uma reunião com os prefeitos das cidades que serão atingidas pelo aumento da vazão do Rio Doce.
Com a previsão de chegada da lama no domingo em território capixaba, o Governo do Estado adotou algumas medidas para reduzir o impacto e evitar que a população seja atingida. A primeira delas foi articular medidas conjuntas com os municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linharesagilizar a retirada dos moradores de localidades ribeirinhas ao Rio Doce.
Durante as nove horas de passagem do material, a captação e fornecimento de água destas cidadesprincipalmente de Colatina, deve ser suspensa, mas a Cesan dará o apoio para garantirabastecimento por meio de carros-pipa, embora o diretor da Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH), Robson Monteiro, acredite que o impacto será menor no Espírito Santo: “Estamos monitorando, desde Minas Gerais, a passagem da enchente de lama, e com o apoio da EDP Escelsa,vamos fazer um procedimento para reduzir a força deste volume com as hidroelétricas localizadas em solo capixaba”.
A Defesa Civil Estadual também acompanha a situação e tem monitorado, junto às Defesas Civil municipais, o trajeto da lama. Coronel Fabiano Bonno destaca que a população pode ficar tranquila, pois não vai acontecer nenhum desastre nos municípios do Estado: “Nosso foco é retirar a população ribeirinha que possa ficar em risco com o aumento da vazão do Rio Doce e auxiliar na logística, caso haja desabastecimento de água nas cidades de Colatina, principalmente, Baixo Guandu e Linhares”.
A reunião extraordinária também contou com a presença de vários secretários de Estado e diretores de autarquias, como Rodrigo Júdice, secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Octaciano Gomes de Souza Neto, secretário de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca; Robson Leite, subsecretário de gestão do gabinete do governador; tenente-coronel Daltro Ferrari, chefe da Casa Militar; coronel Marcelo D’Isep, comandante do Corpo de Bombeiros Militar; Pablo Andreão, diretor-presidente da Cesan; Sueli Tonini, diretora-presidente do Iema;  e Valéria Morgado, superintendente adjunta de Imprensa.

 

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