O apresentador e radialista Gil Gomes morreu nesta terça-feira, 16, aos 78 anos. Ele passou mal na segunda-feira e foi levado ao Hospital São Paulo, na zona sul da cidade, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi divulgada, tampouco informações sobre velório.

Gil sofria de Mal de Parkinson e, desde 2005, lutava para combater a doença degenerativa, que o fez perder o equilíbrio, além de ter dificuldades de se mover e sofrer com tremores. Era casado com Eliana Izzo, sua segunda mulher, com quem teve duas filhas — Flávia e Nathalie. Antes dela, Gil ficou por 14 anos com a escritora Ana Vitória Vieira Monteiro. Juntos, eles tiveram três filhos: Daniel, Vilma e Guilherme — que morreu ainda jovem vítima de uma hepatite C.

O jornalista também deixou quatro netos.

Gil Gomes se tornou um dos grandes nomes do rádio e da televisão brasileira por seu trabalho no jornalismo investigativo. O ex-repórter iniciou sua carreira na extinta Rádio Marconi, na década de 1960. Entre os anos 1991 e 1997, Gil conquistou o grande público na televisão ao integrar o time de repórteres do extinto Aqui Agora, programa do SBT.

Na ocasião, ele chamou a atenção por conta da linguagem popular e da dramatização que fazia para narrar as reportagens sobre crimes. As aparições de Gil eram marcadas com um gesto característico que ele fazia com a mão.

Em 1999, o ex-repórter participou da Escolinha do Barulho, da RecordTV, e também comandou um programa na Rádio Tupi.

“Sempre gostei de roupas de cores fortes e estampadas por causa da alegria que elas passam”, comentou em 2011.

Em entrevista em 2011 ao Estado, Gomes rememorava com saudosismo os tempos de televisão, em que diz ter trabalhado com “a seleção brasileira de repórteres”. Da equipe do programa, destacam-se os jornalistas César Tralli e Sônia Abrão. “Quando eu falei do PCC pela primeira vez, chamaram de jornalismo lixo. O que eu falava naquela época está acontecendo agora”, dizia o jornalista.

 

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