Às vezes somos ingênuos ou confiantes

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A diferença entre confiar e ser ingênuo é vasta, Mesmo assim a linha divisória é muito sutil. (Osho)

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Em dias de difícil compreensão diante de decodificação de signos sociais deparei-me com um curto texto que trata de comportamento humano onde num “piscar de olhos” podemos ser adjetivados de ingênuos ou confiantes. Aliás, isso acontece a todo o momento. Claro que existem muitos profissionais das ciências, livros religiosos ou de autoajuda que procuram examinar a “ingenuidade” e “confiança” sobre diversos ângulos. Mas, aqui e agora, creio no oportuno do tema, para que possamos fazer uma analogia em relação à política partidária e eleitoral, onde muitas vezes os cidadãos são tidos e havidos como “ingênuos” ou “confiantes”. O conteúdo, de autoria do mestre indiano Osho, conciso e objetivo, poderá nos livrar de acusações, mágoas e quem sabe causar alguma reflexão. É possível que nos aproxime das manifestações de vontade da sociedade brasileira e das urnas de votação, onde confiamos à construção de ferramentas que nos levem rumo a um país próspero, ético e decente.

“Confiança e ingenuidade. A diferença entre confiar e ser ingênuo é vasta, mesmo assim a linha divisória é muito sutil. Ser ingênuo significa ser ignorante. Confiar é o ato mais inteligente da existência. Devemos lembrar que ambas serão enganadas, ambas serão trapaceadas. Mas a pessoa que é ingênua se sentirá enganada, trapaceada. Ficará com raiva, começará a não confiar nas pessoas. Sua ingenuidade, mais cedo ou mais tarde, se torna desconfiança. 

A pessoa que confia também será enganada, será trapaceada, mas não vai se sentir lesada. Ela simplesmente sentirá compaixão por aqueles que a enganaram, e sua confiança não será perdida. Sua confiança jamais se transformará em desconfiança para com a humanidade. No princípio a confiança e a ingenuidade parecem iguais, Mas, no final, a qualidade da ingenuidade se transforma em desconfiança. E a qualidade da confiança continua a se tornar mais confiança, mais compaixão, mais compreensão das fraquezas humanas, da fragilidade humana. 

A confiança é tão valiosa, que a pessoa está disposta a perder tudo, menos a confiança… Que o Criador os faça cada vez mais confiantes”. 

Construímos todos os dias, o que é natural, cada degrau do país na consolidação de suas instituições, procurandoinstituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”, conforme se encontra na Constituição da República Federativa do Brasil.

É possível, absolutamente possível, aprender com a confiança enganada, vitimada por trapaças. É possível não se sentir lesado, com raiva. Acreditar qualificando (confiando) o voto e aumentando as possibilidades de sucesso, para que a sabedoria popular não seja considerada ingênua diante do sufrágio universal.

Gilberto Clementino

Análise política

Crédito imagem: internet

 

 

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