“Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo”.(Abraham Lincoln)
Em encontro do Diretório Nacional do PT o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua turma discutiam “saídas” para a crise no país.
Registre-se: instalada deliberadamente e irresponsavelmente por essa turma em busca de perpetuação no poder. Como sempre, Lula se deliciava, às gargalhadas, e comentava as denúncias contra os filhos, um deles, aquele que em 2002, quando da eleição do pai, trabalhava, ao que consta, e ganhava R$ 1.300,00 em zoológico. Logo, logo, em 2010, muito “inteligente e criativo”, uma espécie de “Ronaldinho dos negócios”, teria passado à condição de sócio de vários e lucrativos empreendimentos.
Acompanhando tudo a imprensa deu destaque nos jornais, rádio, televisão e tudo quanto veículo de comunicação se possa imaginar. Discursando, ironizou as denúncias resultantes de investigações da Polícia Federal e Ministério Público Federal contra sua família e, por outro lado, afirmando que é mais importante aprovar as medidas de interesse do governo do que “derrubar” o presidente da Câmara, envolvido em graves denúncias de corrupção. Certamente nunca leu nada sobre Abraham Lincoln, mas em algum momento alguém pode ter sussurrado aos seus ouvidos de mouco: “Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo”.
E no “conjunto da obra” as baboseiras continuam. Recente notícia chega a provocar náuseas. Credenciado jornalista publicou o seguinte: “Nada irrita mais a presidente Dilma Rousseff do que ver Lula circulando pelo Planalto de camisa esporte e fora da calça, muito à vontade. Mais: pior se for nas imediações do gabinete presidencial. Todos aqueles corredores o ex-presidente conhece detalhadamente”. O apedeuta desconhece qualquer regra de civilidade e bom senso, mesmo considerando ser a presidente obra de sua imaginação ignara. Com os escândalos e delações batendo à sua porta e de sua família, causa nojo e repulsa o comportamento desrespeitoso em relação à presidência da República e instituições, num flagrante desdém em relação à opinião pública.
Gilberto Clementino
Análise política
Crédito foto: Veja.abril.com.br